Dia Internacional do Estudante é marcado pela luta em defesa da educação pública

Neste 17 de novembro, Dia Internacional dos Estudantes, a ADUFRGS-Sindical reforça o apoio à luta do movimento estudantil em defesa da educação pública gratuita para todos e todas, inclusiva, laica e de qualidade.

A data marca a repressão dos protestos estudantis contra a ocupação nazista da Checoslováquia, realizados entre 28 de outubro e 17 de novembro de 1939, no então Protetorado da Boêmia e Morávia. No Brasil, o dia lembra a mobilização dos estudantes em busca de justiça social.

Para o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Alejandro Guerreiro, a luta dos estudantes deve levar em conta o contexto da pandemia de Covid-19, que tirou a vida de mais de 600 mil brasileiros e gerou uma forte crise econômica. “Falar em educação em tempos de pandemia é falar sobre evasão e abandono escolar. A UFRGS lançou recentemente uma campanha em defesa da escola pública para combater a evasão e fazer com que a escola tenha a nossa cara para que possamos transformar a escola num espaço mais acolhedor”, mencionou.

Desde o início do ano, a UBES realiza uma campanha tendo como mote a vida, o pão, a vacina e a educação. “Vida porque perdemos familiares nessas mais de 600 mil mortes por Covid-19, o pão porque o povo voltou para o mapa da fome, a vacina porque previne o vírus e a educação porque precisa de investimento público para atender os estudantes”, explica Alejandro. “A escola pública cumpre um papel importante na segurança alimentar, no combate à violência doméstica, ao abuso sexual e à exploração do trabalho das crianças e da juventude. Neste Novembro Negro, refletimos sobre a situação de vulnerabilidade da população negra, a mais atingida com a pandemia. A retirada de direitos, a negação da escola, a negação da educação é marca do governo racista de Bolsonaro, que ataca a universidade pública e os institutos federais”, protestou.

O presidente da UBES também comentou sobre as lutas dos estudantes. “Somos a geração que aprovou o Fundeb permanente, uma luta histórica da juventude e dos estudantes brasileiros. Aprovamos o PL da Conectividade, enquanto o governo Bolsonaro foi à Justiça para barrar o projeto. Nós mostramos que todos os estudantes têm direito à educação. Apresentamos um projeto para que as escolas distribuíssem absorventes gratuitamente em todo o Brasil e isso foi votado pelo governo Bolsonaro. O presidente caminha na contramão da educação e nós temos esse papel revolucionário de transformar a educação e a sociedade para que tenhamos o Brasil dos nossos sonhos”, ressaltou.  

Segundo o presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE), Airton Silva, o Dia do Estudante é dia de luta e de mobilização para construir um Brasil com justiça social, desenvolvido e soberano. “Nessa data, reafirmamos o nosso compromisso com a educação no contexto da pandemia e do descaso por parte dos governos. Nós estudantes estamos mobilizados para superar a pandemia, lutando por educação de qualidade e emprego digno para o nosso povo. Hoje, nós somos a linha de resistência contra um projeto de desmonte do país. Nossa tarefa é derrotar todos os inimigos da educação”, reforçou. “Travamos batalhas contra os cortes nas universidades federais. Lutamos contra as intervenções nas universidades como é o caso da UFRGS, onde estudo. Reivindicamos o perdão da dívida do FIES, o pagamento das bolsas atrasadas dos estudantes bolsistas”, manifestou.

Airton também destacou a luta dos estudantes no Novembro Negro. “Estamos no marco da luta antirracista do País. Defendemos a lei de cotas nas universidades, reafirmando nosso compromisso com a bandeira do acesso à educação. O movimento estudantil é reflexo dessa nova universidade, que tem pessoas negras, pobres, que ingressaram no ensino superior. Assim como eu, que sou presidente da União Estadual dos Estudantes, um negro de periferia de Porto Alegre, que acessei a universidade através da política de ações afirmativas”, salientou.

 

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