ADUFRGS-Sindical participa de reunião na Câmara Municipal de Porto Alegre para discutir suspensão da Linha D43 da Carris

Em reunião da Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Pública da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, na tarde desta terça-feira, 5, o diretor Tesoureiro da ADUFRGS-Sindical, Eduardo Rolim, reforçou o apoio pela manutenção da linha D43 da Carris, utilizada para o deslocamento da comunidade universitária da UFRGS, PUC e população em geral.

A diretora de Comunicação do sindicato, Sônia Mara Ogiba, também acompanhou a atividade, que teve como proponente a vereadora Laura Sito. O encontro reuniu vereadores, a EPTC, representantes da UNE, UEE, DCEs, associação de moradores e sociedade civil.

         

Durante a reunião, Rolim fez um alerta sobre os impactos negativos da extinção da linha D43 para professores, estudantes e servidores da UFRGS. “Estamos nos preparando para o retorno presencial na UFRGS e a comunidade universitária vai precisar de transporte público. Quando a Universidade estiver em pleno funcionamento em junho, vai ser absolutamente impossível atender todos os estudantes com essas alterações nas linhas. O custo de aplicativo para descolamento do Campus Central ou do Vale até a zona norte, zona sul e centro é muito caro”, advertiu. “Uma das injustiças que temos é a limitação do acesso ao tri para os estudantes. Não é verdade que a D43 não vai fazer falta, porque agora temos a faixa exclusiva, quanto mais público melhor. Meu pedido aos vereadores é manter a linha D43, pois a inversão da linha 353 para 343 não resolve o problema, porque retira, inclusive, algumas opções de transporte”, salientou.

O professor lembrou ainda como funcionava o sistema de transporte coletivo da capital gaúcha na década de 80. “Porto Alegre mudou seu sistema de transportes na época do prefeito Alceu Collares, porque até então as passagens de ônibus tinham valores diferenciados. As linhas mais curtas eram mais baratas e depois passaram a ter o valor único da tarifa social. Isso é uma conquista da sociedade. Nós não podemos retroceder. O transporte público é escala”, ressaltou. “É necessário que a sociedade entenda que país rico não é aquele em que pobre anda de carro, país rico é aquele que rico anda de ônibus, metrô. Isso mostra que a sociedade tem uma preocupação com a mobilidade”, refletiu.

A vereadora Laura Sito reforçou a importância de debater o tema com a sociedade e antecipou que a Comissão vai solicitar uma revisão do estudo apresentado pela EPTC sobre as alterações nas linhas. “Essa reunião acumulou uma série de questões recorrentes na vida dos usuários de transporte público em Porto Alegre, que dizem respeito ao fechamento de linhas, à redução de horários e às dificuldades enfrentadas pelas pessoas para que retornem às suas casas depois do trabalho”, explicou. “A extinção da linha D43 está dentro deste contexto. A prefeitura apresentou aqui um estudo que retrata um equilíbrio de tempo, mas nós sabemos que essa linha corta um trecho mais denso de tráfego na avenida Ipiranga, acelerando o tempo. No entanto, quando essa pesquisa foi feita ainda não havia o plano de retorno nas escolas. Então, pedimos à EPTC uma revisão deste estudo para que possamos avaliá-lo e fortalecer a luta contra a extinção da linha D43, que inclusive, tem um papel fundamental não somente para a comunidade universitária, mas também para a região metropolitana tendo em vista que leva muitos usuários até Viamão”, assegurou.  

Na ocasião, o vereador Matheus Gomes criticou a extinção da linha D43. “Mais uma vez estamos diante de uma política de precarização do transporte público na nossa cidade. Precisamos retomar essa discussão e rever os números do relatório apresentado pela EPTC que tenta justificar a suspensão desta linha”, defendeu.

Fotos: Comunicação ADUFRGS-Sindical e TVT