Correio do Povo: Cortes na Educação gera protesto de dirigentes e estudantes em Porto Alegre

Ufrgs foi palco de ato nesta quinta-feira, destaca jornal Correio do Povo.

A Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em Porto Alegre, foi cenário nesta quinta-feira de mais um ato em defesa das universidades e dos institutos federais, contra os cortes orçamentários na Educação. A novidade, desta vez, foi a luta dos estudantes por melhores condições no transporte público da Capital.

No final da tarde, um manifesto foi lançado, organizado pela Adufrgs/Sindicato, juntamentecom outras cerca de 20 entidades – como Cpers/Sindicato, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), União Estadual dos Estudantes (UEE) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RS (IFRS) – contra os cortes orçamentários definitivos das universidades, que afetam seu funcionamento em todos os níveis, segundo ressalta Lúcio Vieira, presidente da Adufrgs. “Primeiro, eram contingenciamentos, com promessa de serem liberados. Agora, são cortes definitivos, com consequências gravíssimas na manutenção das universidades e investimentos”, explica.

Os valores, conforme o manifesto que foi assinado pelas Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), sindicatos, representações estudantis, além de Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS), já somam mais de R$ 1 bilhão, no Ministério da Educação (MEC), e R$ 3 bilhões, no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), incluindo verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, carimbadas por lei, para o financiamento de pesquisa.

 

As universidades e institutos federais gaúchos alertaram, mais uma vez, que o corte pode inviabilizar o funcionamento de serviços essenciais de várias instituições no Estado, além de atingir atividades fundamentais de ensino, pesquisa e extensão.

O reitor do IFRS, Júlio Xandro Heck, assinalou que, em 2012, o orçamento da instituição federal era de R$ 58 milhões; e, neste ano, o valor é menor, ficando em R$ 56 milhões, mas com um número de estudantes 50% maior. Para o dirigente, “a única coisa que ainda pode ser feita é o desbloqueio de recursos”.

Aula pública trata de crise e verbas

 

A manifestação do dia de protesto sobre cortes na Educação também reuniu alunos na Faced, em uma “Aula Pública” sobre a crise do transporte, organizada pelo Diretório Central de Estudantes (DCE) da Ufrgs, para tratar dos cortes de orçamento e, principalmente, da defasagem relatada pelos estudantes acerca do transporte público em Porto Alegre.

Ana Paula Santos, coordenadora-geral do DCE e estudante de Engenharia Química, ressaltou que, entre as principais lutas dos alunos, está o retorno de linhas de ônibus e reforço do transporte em horários de pico. O DCE apontou que, desde o início das aulas presenciais, a situação do transporte acadêmico está precária.

 

Estudantes exigem a volta das linhas D43 e T1D, reforço nas linhas 343, 353, T10, T1 e Barra Ufrgs, além da revogação das mudanças no TRI Escolar, para os estudantes se deslocarem entre os campi.

 

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