ADUFRGS-Sindical lamenta profundamente o falecimento de sua ex-presidenta Maria Assunta Campilongo

A professora presidiu a entidade entre 1981 a 1983 e também integrou a gestão de 1992 a 1994.

ADUFRGS-Sindical lamenta profundamente o falecimento, aos 85 anos, da professora Maria Assunta Campilongo, que presidiu a instituição no período de 1981 a 1983 e também foi vice no período de 1992 a 1994. Ela estava aposentada pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do qual foi diretora no período de 1992 a 1996, e que emitiu nota de pesar e reconhecimento. A despedida foi no dia 16 de outubro, em Porto Alegre.

Maria Assunta Campilongo foi uma das organizadoras da obra “Universidade e Repressão: Os Expurgos na UFRGS”, publicado em duas edições pela LP&M (1979, 2008), a primeira delas ainda no período da ditadura. 

Ativa no movimento sindical, participando tanto dos primeiros anos da ADUFRGS e da “passagem de associação para seção sindical”, abordou em artigo para a Revista ADverso, de julho de 1992, temas como poder, democracia e tolerância.

“Os períodos mais escuros da História coincidem com aqueles em que os indivíduos são abafados em suas manifestações, expressões ou vontades. A democracia cria expressões plurais e a efervescência de ideias, alternativas, práticas e experiências. Os grupos humanos quando colocados em liberdade, convivendo com padrões de tolerância, constroem as civilizações”: assim iniciou o artigo “Poder: Espaço de limitação e criação” (disponível aqui, no site do Memória ADverso). 

Neste momento de consternação, o sindicato manifesta sua solidariedade à família e amigos da professora Maria Assunta.

Foto: Professora Maria Assunta Campilongo em audiência na Câmara Municipal de Porto Alegre, representando a ADUFRGS em audiência sobre greve na UFRGS no final dos anos 1990. (Crédito: Memória ADUFRGS)