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A partir de 1º de abril de 2026, entra em vigor o reajuste linear de 3,5% nos salários dos docentes das universidades federais e dos institutos federais de educação. O aumento é resultado do acordo assinado com o governo federal em maio de 2024, que determinou tanto o reajuste de 2026 quanto o de 9% aplicado em janeiro de 2025. A ADUFRGS-Sindical, entidade filiada ao PROIFES-Federação, participou do processo de negociação com o Ministério de Gestão e Inovação (MGI).
O acordo também garantiu a reestruturação da carreira docente com destaque para a criação de uma classe de entrada para atrair futuros professores. As mudanças nos percentuais de progressão (steps) garantiram acréscimo salarial para o adjunto 2 a 4 e associado 2 a 4 no Magistério Superior, e de DIII 2 a 4 e DIV 2 a 4 no Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) de 4% para 4,5% em 2025 e de 4,5% para 5% em 2026.
Segundo o presidente da ADUFRGS-Sindical, Jairo Bolter, o reajuste linear de 3,5% não recupera as perdas salariais dos últimos anos, mas representa um avanço para o Magistério Federal. “Embora o acordo salarial seja insuficiente para recompor a defasagem salarial dos professores significou um avanço na reestruturação da carreira docente. Além disso, marcou a retomada do diálogo com o governo federal, que ficou um longo período sem negociar com os servidores públicos federais”, avaliou. “A ADUFRGS-Sindical seguirá dialogando com a base para lutar por melhores salários, condições de trabalho e valorização dos professores e professoras das universidades públicas e institutos federais”, afirmou.
Além do reajuste, que pode chegar no período do atual Governo a 26,6% para docentes titulares e a 40,2% para ingressantes, também houve correções nos benefícios dos servidores. O auxílio-alimentação passa a ser de R$ 1.175, com reajuste de 7,5%; o teto do auxílio pré-escolar subiu para R$ 484,90, com acréscimo de 51,05%; e a assistência à saúde suplementar também foi reajustada.
O presidente da ADUFRGS-Sindical ressaltou a relevância do cenário político-institucional de 2026, ano de renovação do Executivo e do Congresso Nacional. “Os docentes precisam estar atentos para eleição de parlamentares que estejam comprometidos com a valorização dos servidores públicos e da educação pública de qualidade. Queremos mais orçamento para nossas instituições federais de ensino superior e isso depende da aprovação da LOA pelo Congresso”, concluiu.
Confira as tabelas salariais de 2026:

