PROIFES-Federação e ADUFRGS-Sindical garantiram avanços nas negociações.
Neste mês de abril, os docentes das Instituições Federais de Ensino passaram a receber seus salários com reajuste linear de 3,5%, mais progressão (steps). A medida é resultado de um acordo assinado entre o PROIFES-Federação e o Governo Federal, em maio de 2024, após negociações por mais direitos para a categoria. O Termo de Acordo nº 07/2024 não previu ajuste linear naquele ano, atendendo parte das demandas do Executivo, mas exigiu como contrapartida o aumento dos vencimentos em duas parcelas, com a primeira, de 9%, realizada em janeiro de 2025, mais alterações de steps.
O reajuste é mais um passo na recomposição das perdas acumuladas nos últimos anos e na reestruturação da carreira docente. A ADUFRGS-Sindical, filiada ao PROIFES-Federação, teve participação nas negociações junto ao Ministério de Gestão e Inovação (MGI), defendendo os interesses das docentes e dos docentes em todos os espaços de diálogo.
Entre os pontos acordados, estão ajustes na reestrutura da carreira, como o aumento da progressão entre níveis (steps) para 5%, com implementação prevista até o final de 2026 para as classes de adjunto e associado. Para docentes em início de carreira, os ganhos acumulados podem ultrapassar 30% no mesmo período.
Além da recomposição salarial, houve avanços nos benefícios. Em reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), realizada em outubro de 2025, foram apresentados os novos valores:
- O auxílio-alimentação passa a R$ 1.192,00, acumulando um aumento de 156,55% desde 2022;
- O auxílio pré-escolar chega a R$ 526,34, representando crescimento de 64% entre 2023 e 2026;
- A assistência à saúde suplementar atinge média de R$ 213,78, com aumento de 46% no período.
O presidente do PROIFES-Federação, professor Wellington Duarte reconheceu o cumprimento dos acordos pelo governo federal, mas lembrou que a pauta de lutas é permanente, com foco não apenas nos reajustes e na recomposição de salários e benefícios, mas, ainda, pela valorização da carreira docente e por uma educação pública gratuita e de qualidade.
“Nesse acordo, uma das características mais fundamentais foi o olhar que nós tivemos com a entrada nova na carreira. Fizemos com que o professor novo tenha a oportunidade maior de começar sua vida acadêmica dentro das universidades e institutos federais”, ressaltou Wellington.
Já o presidente da ADUFRGS-Sindical, Jairo Bolter, reforçou que, apesar dos avanços, a pauta segue em construção. “Ainda há um caminho a percorrer na recomposição salarial e valorização da carreira docente. O sindicato, junto ao PROIFES-Federação, seguirá atuando na defesa de novos avanços para a categoria”, destacou.
Confira as tabelas salariais:



