Evento é uma das principais atividades da agenda dos docentes aposentados do Sindicato
A ADUFRGS-Sindical realiza o VI Seminário da Cátedra ADUFRGS no dia 20 de maio, na sede do Sindicato (rua Barão do Amazonas, 1581, Porto Alegre). A atividade inicia às 14h, com apresentação cênica da peça “Podres de Ricos”, uma leitura crítica das desigualdades sociais a partir da temática da extrema riqueza da Companhia de Solos & Bem Acompanhados, com Deborah Finocchiaro e Fernando Kike Barbosa. Após a apresentação, haverá uma confraternização com chá da tarde. Para participar é necessário fazer a inscrição aqui.
Cátedra ADUFRGS é uma iniciativa voltada exclusivamente para os filiados aposentados. Um conjunto de ações e eventos que visam homenagear e reconhecer o esforço de quem dedicou sua vida à educação pública. Em casos especiais, informar a necessidade de acompanhante para o e-mail aposentadoria@adufrgs.org.br.
Programação
13h45 – 14h: Recepção
14h – 15h: Espetáculo uma Leitura Dramática por Débora Finocchiaro e Fernando Kike Barbosa
A dramaturgia, criada por Deborah Finocchiaro e Fernando Kike Barbosa, tem como base os livros do escritor e professor de sociologia Antonio David Cattani, “Ricos, Podres de Ricos” e “Caríssimos Ricos”, em diálogo com obras de outros autores. É uma leitura sobre as desigualdades a partir da extrema riqueza.
15h – 15h40: Bate-papo com o Prof. Antonio David Cattani
15h40 -16h: Palavras da Diretoria sobre Assuntos de Aposentadoria, Profa. Mariliz Gutterres
16h – 18h30: Confraternização: serviço de chá, café, doces, salgados, tortas.
Serviço
O quê: VI Seminário da Cátedra ADUFRGS, com peça Podres de Ricos
Quando: 20 de maio
Horário: 14h
Local: Sede da ADUFRGS-Sindical
Endereço: Rua Barão do Amazonas, 1581 – Bairro Partenon – Porto Alegre (RS)
Inscrições aqui.
Saiba mais sobre a peça (baixe aqui pdf com as informações completas do espetáculo)
“Se a democracia significa liberdade, por que nossa gente não é livre? Se a democracia significa justiça, por que não temos justiça? Se a democracia significa igualdade, por que não temos igualdade?”.
A provocação de um dos maiores pensadores da atualidade, Noam Chomsky, foi o impulso para a idealização do projeto e é apenas o começo da chocante realidade sobre os ardilosos mecanismos do capitalismo desvendada em “Podres de Ricos”.
A dramaturgia, criada por Deborah Finocchiaro e Fernando Kike Barbosa, tem como base dois textos do escritor e professor de sociologia Antonio David Cattani, “Ricos, Podres de Ricos” e “Caríssimos Ricos”, em diálogo com a obra de autores como Noam Chomsky, José Falero e Ailton Krenak; trechos de vídeos de Rita Von Hunty e Charles Chaplin e imagens de Edgar Vasques. “Podre de Ricos” aborda a questão da riqueza extrema, propondo uma reflexão sobre a realidade contemporânea, uma era marcada pelo aprofundamento das desigualdades, pela intensificação da exploração do trabalho, pela devastação ecológica, pelas guerras e crises contínuas. De forma irônica e bem humorada, o texto propõe uma reflexão sobre o modelo de sociedade que estamos vivendo e aborda questões urgentes da atualidade e da realidade do nosso país. Transitando entre o ficcional e o documental, o dramático e o épico, a dramaturgia se estrutura como uma conferência sobre o tema da extrema riqueza e suas mazelas. Ao longo da explanação os atores se desdobram em personagens de distintas realidades e condições sociais.
Ficha Técnica
Podres de Ricos – a partir de textos de Antonio David Cattani
Dramaturgia e Atuação: Deborah Finocchiaro e Fernando Kike Barbosa
Idealização: Deborah Finocchiaro
Ilustrações: Edgar Vasques
Trilha Pesquisada: Deborah Finocchiaro e Fernando Kike Barbosa
Música Tema: “Dinheiro”, de Laura Finocchiaro
Operação de Som e Imagens: Julia Oliveira e Gabi João
Produção e Realização: Companhia de Solos & Bem Acompanhados
Sobre Deborah Finocchiaro
Multiartista, estreou no teatro em 1985. É bacharel em Interpretação Teatral pelo DAD/UFRGS (1992), acadêmica da Academia Literária Feminina do RS, diretora, locutora, produtora, mestre de cerimônias, autora, roteirista e oficineira. Atuou em centenas de produções no teatro, cinema e televisão. Recebeu 36 prêmios, entre eles nove de melhor espetáculo, vinte de melhor atriz, três como Melhor Artista de Teatro, além de premiações por direção, texto adaptado, roteiro e produção. Em 2006, fundou a Companhia de Solos & Bem Acompanhados. Ao longo de sua trajetória, percorreu o Brasil e países como Uruguai, Argentina e Portugal, participando de temporadas, projetos, mostras e festivais nacionais e internacionais.
Sobre Fernando Kike Barbosa
Ator, diretor , dramaturgo, professor, Bacharel e Mestre em Letras (UFRGS). Como ator, recebeu diversos prêmios, no teatro e no cinema. Como dramaturgo e diretor destaca-se “Pequenas Violências – Silenciosas e Cotidianas” (Prêmios Braskem de Melhor Espetáculo,
2014 e Açorianos de Melhor Dramaturgia, 2015) e a peça de Rua “Zona Paraíso” (2014). Em 2015 escreveu o texto do musical “A Saga de Um Homem Comum”, do grupo Capitão Rodrigo, com direção de Liane Venturella e “Circo de Horrores e Maravilhas” em parceria com Vera Parenza (Prêmio Braskem em Cena de Melhor Espetáculo Júri Popular).
Sobre a Companhia de Solos & Bem Acompanhados
A Companhia de Solos & Bem Acompanhados é um dos núcleos de criação cênica mais atuantes do Rio Grande do Sul, reconhecida por sua versatilidade, pela escolha de temas que estimulam reflexão e pensamento crítico e pela constante fusão de linguagens. Ao longo de sua trajetória, já reuniu mais de 400 artistas e grupos de diversas áreas e cidades brasileiras, alcançando um público superior a 600 mil pessoas por meio de espetáculos, performances e ações formativas. Percorreu o Brasil e países como Uruguai, Argentina e Portugal, participando de temporadas, projetos, mostras e festivais nacionais e internacionais. Além de dezenas de indicações, recebeu 44 prêmios, entre eles 10 de melhor espetáculo, 20 de melhor atriz, 2 de melhor cenário, 2 de melhor trilha, 2 de melhor direção, 1 de melhor texto adaptado, roteiro, figurino, videografia, produção e 3 prêmios como melhor artista de teatro. Fundada em 2006 pela multiartista Deborah Finocchiaro, traz em seu repertório, entre outros, os espetáculos “Pois é, Vizinha…”, direção Deborah Finocchiaro (1993); “Sobre Anjos & Grilos – O Universo de Mario Quintana”, direção Deborah Finocchiaro e Jessé Oliveira (2006 – além do espetáculo contém CD, lançado em 2015 – também disponível no spotify – e DVD, lançado em 2017); “Caio do Céu”, direção
Luís Artur Nunes (2017); “Diário Secreto de Uma Secretária Bilíngue”, direção Vinícius Piedade e Deborah Finocchiaro (2019); a peça infantil “Baile das Letrinhas”, direção Júlia Ludwig (2022); “Confessionário – Relatos de casa”, direção Deborah Finocchiaro (2025) e a dramaturgia de “Podres de Ricos” (2025). As montagens literomusicais “Benção Poetinha”, a partir da obra de Vinicius de Moraes (2018-2024) e “Menina de Tranças e Cabelos Brancos”, um espetáculo-manifesto antirracista a partir da obra de Lilian Rocha (2024). Destaca-se também o “Sarau Voador – Literatura e Improvisos Transcriados”, projeto itinerante que reúne artistas de diferentes áreas para integrar a literatura a outras expressões artísticas, com mais de 50 edições realizadas desde 2018 em diversos espaços culturais e cidades.
Faz parte de suas produções os livros infantis “Baile das Letrinhas” (Editora Bestiário, 2022) e “Baile das Letrinhas – Uma Peça de Teatro” (Editora Libretos, 2025). Entre os projetos realizados estão os transmídia “Histórias de um Canto – Memórias de Porto Alegre e do
Rio Grande do Sul” – espetáculo solo, recital, show musical e registro da obra em livro/CD (2008); “Invisíveis – Histórias para Acordar” – videoteatro, instalações, performances e podcast – direção geral de Deborah Finocchiaro (Iberescena Brasil e Portugal – 2020/2021); “Confessionário – Relatos de Casa”, sobre violência doméstica e de gênero – websérie com 30 episódios, todos disponíveis no canal www.youtube.com/confessionario, direção Deborah Finocchiaro e Luiz Alberto Cassol (2021, 2022 e 2023), podcast “Estação Confessionário” e peça teatral homônima que integra música, teatro e audiovisual.

