ADUFRGS-Sindical participa do lançamento da campanha do Comitê Popular de Plebiscito sobre Privatizações no Rio Grande do Sul

Na segunda-feira, 23, ocorreu o lançamento da campanha do Comitê do Plebiscito Popular sobre Privatizações, realizado em Porto Alegre na Esquina Democrática e simultaneamente em mais nove municípios do interior gaúcho, segundo a CUT: Canoas, Caxias do Sul, Pelotas, Três Passos, Vacaria, Taquara, Santana do Livramento, Ijuí, São Luiz Gonzaga e Sapiranga. O ato foi retransmitido pelo Facebook da ADUFRGS a partir do perfil Plebiscito Popular na rede.

A iniciativa integra a campanha “Primavera da Democracia”, que acontece de 16 a 23 de outubro, nas cidades gaúchas em formato virtual. 

A professora Sônia Mara Ogiba, diretora de Comunicação da ADUFRGS-Sindical e representante do sindicato no Comitê do Plebiscito Popular sobre Privatizações, afirmou que a iniciativa visa garantir a participação da população nas decisões sobre o destino do patrimônio público gaúcho. “Não podemos permitir que nosso patrimônio, fruto de décadas de conquistas do povo gaúcho, seja vilipendiado pelas atuais políticas de governo”, concluiu.

O professor Darci Campani, vice-presidente da ADUFRGS-Sindical e membro da Coordenação da CUT Metropolitana, disse que é “um grande chamado à população gaúcha para dar uma resposta ao governo estadual e à sua base parlamentar na Assembleia Legislativa”. Campani acrescentou que “após mais de 30 anos de votada a nossa Constituição Estadual, [a Assembleia] nos impôs um imenso retrocesso, ao retirar o Plebiscito popular da Constituição, fugindo vergonhosamente daquilo que foi uma das grandes conquistas, mas o povo gaúcho dará uma resposta com uma grande participação nesta importante Consulta organizada pela sociedade organizada”, complementou o sindicalista.

Para Jairo Bolter, diretor de assuntos sindicais da ADUFRGS-Sindical, é preciso “somar às entidades que lutam contra as privatizações, que fazem mal para o Estado e para a sociedade. Quando os governos entregam para a iniciativa privada importantes estatais, eles estão abdicando de algumas das suas principais responsabilidades: regular os sistemas e criar estratégia de futuro para os diferentes setores, disse o diretor. “Quando os governantes entregam para a iniciativa privada estatais do ramo da energia, por exemplo, abrem mão de controlar e regular o preço da energia, bem como de planejar investimentos estratégicos para o desenvolvimento do setor. Planejar, agir e atuar com força no ramo da energia é estratégico para o desenvolvimento do país. Em suma, quando o governo abre mão de estatais ele abre mão de pensar, planejar e agir”, resumiu o professor.

O vice-presidente da CUT, Everton Gimenis, afirmou durante o ato que a “aprovação da PEC 280 tirou do povo o direito de decidir através de plebiscito, que estava no Artigo 2º da Constituição”. Segundo ele estão sem jogo o destino das empresas públicas do estado, em especial Banrisul, Corsan e da Procergs. “Eles já tinham feito isso antes com a CEEE, a CRM e a Sulgás", lembrou Gimenis.

O que é o plebiscito

O Plebiscito Popular foi criado para mobilizar a população contra a ameaça dos governos federal e estadual em promover o desmonte dos serviços públicos. A iniciativa é uma oportunidade para o povo gaúcho defender seu patrimônio e garantir um futuro em que bens como a água não sejam uma mercadoria.

Diga não à entrega do nosso patrimônio e participe! Leia o panfleto da campanha aqui.

 

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