Linha D43 não é deficitária e não há justificativa para sua extinção, diz vice-presidente da ADUFRGS-Sindical

No programa Bom Dia, Democracia desta quarta-feira, 6, o vice-presidente da ADUFRGS-Sindical, professor Darci Campani, falou sobre a extinção da linha D43, da Carris, pela Prefeitura de Porto Alegre, atitude condenada pelo sindicato, em especial pela falta de diálogo.

O sindicalista lembra que não é apenas a comunidade da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) que utiliza a linha, que por si só já envolve uma população de 25 mil pessoas. Um dos exemplos é a comunidade do bairro Santa Isabel, em Viamão, representando mais de 50 mil pessoas. Além disso, ele destaca que a linha não é deficitária, mas a decisão passaria pelo interesse em privatizar a companhia Carris. ”O que tem por trás dessa extinção? A privatização da Carris. E para privatizar, tem que enxugar. Esse discurso privatizante não é novo”, afirma Campani. “Mas o privado não dá conta de tudo, precisamos de serviços sociais, serviços públicos”, pondera.

Para Campani, readequar a linha é possível, mas não a extinção completa, e sem diálogo. “Admitimos conversar sobre a readequação da linha, considerando os horários com maior e menor procura, mas não extinguir a linha, e sem diálogo”, diz o professor, que relata ter sido com “grande surpresa” que a comunidade recebeu a notícia. “Soubemos por um card divulgado no dia 30 em redes sociais, não havia nada no site”, critica. A linha deixou de circular na segunda, 4.

O professor também alerta para o fato de que no segundo semestre o fluxo de alunos irá aumentar ainda mais. “A UFRGS deve retornar às aulas 100% presenciais. Afeta alunos e professores, que também utilizam os ônibus. Muita gente acha que professor só vai de carro, o que não é verdade. Temos recebido diversos relatos de professores que vão ser afetados com a mudança”, relata. 

Campani também acrescentou que a ADUFRGS-Sindical participou, na terça-feira, 5, de reunião na Câmara de Vereadores sobre o tema. “Estamos reivindicando junto à EPTC [Empresa Pública de Transporte e Circulação] e ao secretário de transportes [Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana] que revejam essa extinção, que já entrou em vigor. É importante lembrar que não é algo restrito à universidade, envolve uma população muito maior”, conclui.

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