FNPE divulga documento final da CONAPE 2022

O Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) divulgou do documento final da segunda Conferência Nacional Popular de Educação de 2022 (CONAPE), realizada nos dias 15, 16 e 17 de julho em Natal, Rio Grande do Norte, que contou com a participação da delegação gaúcha formada pela ADUFRGS-Sindical e mais 15 entidades: CPERS, SINPRO RS, UNCME RS, IFRS, UFPel, FGEI, SINDSERV CX, POVOS CIGANOS E ITINERANTES, ANFOPE RS, UFRGS FACED, ASSERS, AOERGS, FEJARS e CUT RS.

FNPE divulga a Carta de Natal - CONAPE da Esperança

O Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) divulgou a “Carta de Natal - CONAPE da Esperança”, resultado da plenária final da Conferência Nacional Popular de Educação de 2022 (CONAPE), realizada nos dias 15, 16 e 17 de julho em Natal, Rio Grande do Norte, que contou com a participação da delegação gaúcha formada pela ADUFRGS-Sindical e mais 15 entidades: CPERS, SINPRO RS, UNCME RS, IFRS, UFPel, FGEI, SINDSERV CX, POVOS CIGANOS E ITINERANTES, ANFOPE RS, UFRGS FACED, ASSERS, AOERGS, FEJARS e CUT RS.

Com o tema: “Reconstruir o país: a retomada do Estado democrático de direito e a defesa da educação pública e popular, com gestão pública, gratuita, democrática, laica, inclusiva e de qualidade social para todos/as” e o lema: “Educação pública e popular se constrói com Democracia e Participação Social: nenhum direito a menos e em defesa do legado de Paulo Freire”, a Conferência mobilizou representantes de vários estados do País.

A diretora de Comunicação da ADUFRGS-Sindical, professora Sônia Mara Ogiba, representou o PROIFES-Federação na Coordenação Executiva do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE), organizador da CONAPE 2022. A dirigente também integrou a coordenação colegiada do Fórum Estadual Popular de Educação (FEPE-RS), que esteve na organização da etapa estadual da Conferência.

Sônia destacou o intenso debate dos seis eixos para a construção do documento final da CONAPE 2022. “Durante as discussões, representantes dos professores/as, pais, estudantes, movimentos sindicais, sociais e populares levaram suas contribuições para os seis eixos temáticos relevantes para a educação pública: Eixo I - Décadas de lutas e conquistas sociais e políticas em xeque: o golpe, a pandemia e os retrocessos na agenda brasileira; Eixo II - PNE, Planos Decenais, SNE, Políticas Setoriais e Direito à Educação; Eixo III – Educação, Direitos Humanos e Diversidade: Justiça Social e Inclusão; Eixo IV – Valorização dos/as profissionais da Educação: formação, carreira, remuneração e condições de trabalho e saúde; Eixo V - Gestão democrática e financiamento da educação: participação, transparência e controle social e Eixo VI - Construção de um projeto de nação soberana e de estado democrático em defesa da democracia, da vida, dos direitos sociais, da educação e do PNE”, pontuou.

“A partir desse debate construímos a Carta CONAPE da Esperança, que entre outros pontos, defende a democracia, o estado democrático de direito, a educação pública com financiamento público e qualidade social e os direitos sociais. A revogação da EC 95, que limita o teto de gastos públicos e o pedido de suspensão da PEC 32 da Reforma Administrativa são aspectos relevantes da Carta de Natal, que reafirma nossa esperança por uma educação pública, gratuita, inclusiva, laica e de qualidade para todos e todas”, finalizou.

A professora fez um destaque ao Eixo IV – Valorização dos/as profissionais da Educação: formação, carreira, remuneração e condições de trabalho e saúde, aprovado por aclamação. “Por tratar-se da valorização dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação, o eixo inclui carreira, remuneração e condições de trabalho e saúde. Foi um texto que reuniu mais de 40 parágrafos, detalhando e aprofundando o tema. Podemos dizer que o Rio Grande do Sul trouxe contribuições significativas a partir da CONEPE”, relatou. “Foi um trabalho intenso na Coordenação Executiva do FNPE para fazer a sistematização do documento como um todo”, acrescentou.

Conforme a sindicalista, a comissão de sistematização contabilizou mais de 3 mil revisões e 1200 emendas adicionadas ao documento de alta qualificação social. “Saímos de Natal muito honrados com a aprovação deste documento por aclamação”, comemorou.

Confira a carta:

CARTA DE NATAL – CONAPE DA ESPERANÇA

Entre os dias 15 e 17 de julho, milhares de delegados/as/es estiveram reunidos/as/es em Natal, no Estado do Rio Grande do Norte, na Etapa Nacional da Conferência Nacional Popular de Educação de 2022 (Conape), acumulando mais debates (desde a Conape de 2018) e ratificando um Documento Referência intitulado “Reconstruir o País: a retomada do Estado democrático de direito e a defesa da educação pública e popular, com gestão pública, gratuita, democrática, laica, inclusiva e de qualidade social para todos/as/es”.

Nos últimos dois anos, por meio das conferências preparatórias (municipais, regionais, intermunicipais, estaduais e distrital) livres e temáticas, o Fórum Nacional Popular de Educação – FNPE (com suas entidades) mobilizou amplos setores da sociedade brasileira, inspirado pelo Patrono da Educação Nacional, Paulo Freire.

Assim o FNPE, associado aos debates processados pela sociedade civil e movimentos sociais, tendo por eixo a aprovação do Documento Final da Conape 2022, convoca a população brasileira, em especial do campo educacional, para, juntos/as/es, reconstruirmos nosso País.

Para isso, propomos a implementação de uma plataforma em defesa do Estado democrático de direito, em defesa das instituições republicanas, da vida e da soberania popular, dos direitos sociais e da educação, que mobilize, ainda mais, amplos setores da sociedade pela:

 revogação da Emenda Constitucional nº 95/2016 e, portanto, pelo fim do congelamento de recursos primários associados ao Poder Executivo e pela retomada dos investimentos na educação e em áreas sociais, com a flexibilização da Lei de Responsabilidade Fiscal;

  1. revogação da privatização, ocorrida na Petrobras, Eletrobrás patrimônios naturais e públicos do povo brasileiro, e pelo resgate dos 75% e dos recursos dos 50% dos royalties do petróleo e do Fundo Social do Pré-Sal para o financiamento da educação pública estatal, de gestão pública;
  2. efetivação de uma reforma tributária fortemente redistributiva e pela implementação da taxação das grandes fortunas;
  3. auditoria da dívida pública e revogação das demais medidas de ajuste e renúncia fiscal que fragilizam as políticas sociais, principalmente na área educacional, social e da saúde;
  4. suspensão da tramitação das PECs 13 e 32 e de quaisquer medidas similares que tenham a intenção de estabelecer o fim das vinculações mínimas obrigatórias de recursos, privatizando, terceirizando e retirando direitos dos servidores públicos e, ainda, por uma regulamentação de ICMS que não retire recursos da área da educação e das demais políticas setoriais garantidoras de direitos;
  5. consolidação das políticas públicas de Estado para a educação pública e popular, com gestão pública, que garanta o acesso, a permanência e a qualidade socialmente referenciadas para toda a população;
  6. defesa, monitoramento e consolidação do PNE, à luz das deliberações das Conaes de 2010 e de 2014, e das Conapes de 2018 e 2022, como epicentro das políticas públicas educacionais, instrumento fundamental de articulação do SNE;
  7. regulamentação, democrática, do SNE e da cooperação federativa na educação, por lei complementar;
  8. efetiva implementação do Fundeb, para a educação pública, de modo robusto e permanente, com a materialização do Custo Aluno-Qualidade (CAQ) como realidade e referência de justiça federativa, aliando qualidade e financiamento, preservando-se fontes orçamentárias e definição de percentuais para pagamento de trabalhadores(as)/profissionais da educação, bem como destinação dos recursos do salário educação exclusivamente aos programas complementares, além de progressiva ampliação da complementação da União, evitando-se a destinação e a aplicação de recursos via políticas meritocráticas ou de vouchers;
  9. expansão do financiamento público da educação básica e superior e, neste sentido, pelo horizonte de cumprimento da meta 20 de ampliação do investimento público em educação pública como proporção do Produto Interno Bruto (10% do PIB), para o qual, precisamos retomar as condições para o crescimento econômico com justiça distributiva, com a riqueza nacional vinculada a uma sólida destinação de recursos em educação.
  10. garantia da qualidade social da educação, por meio da construção de padrões de qualidade, processos regulatórios e de avaliação emancipatórios e inclusivos na educação básica e superior, contrapondo-se à atual centralidade conferida à avaliação como medida de resultado e instrumento de controle, ranqueamento, concorrência e competitividade no campo educacional e institucional, assegurando, inclusive, que quaisquer regulamentações da distribuição de recursos públicos por critérios educacionais considerem, com prevalência, critérios de atendimento, inclusão e formação;
  11. destinação de recursos públicos exclusivamente para as instituições públicas de educação, com acompanhamento dos Conselhos de Controle Social e Popular;
  12. destinação de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), geridos com efetivo controle social, para garantir plataformas públicas e internet de alta velocidade para todas as instituições de educação básica e superior públicas do País, com garantia de acesso gratuito e formação adequada a todos/as trabalhadores(as)/profissionais da educação e estudantes, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade;
  13. regulamentação e controle social do ensino privado, sob as mesmas exigências legais e de qualidade socialmente referenciada aplicadas à educação pública e efetivadas sempre com a participação das(os) trabalhadoras(es) do setor;
  14. suspensão de contratos temporários que impedem a valorização profissional, cerceiam a construção de vínculos com a escola e prejudicam o trabalho pedagógico;
  15. garantia da implantação do piso salarial profissional nacional e de planos de carreira para os/as trabalhadores(as)/profissionais da educação, das redes pública e privada, sempre vinculada com a promoção de sua necessária valorização, inclusive com fortalecimento de mecanismos de controle social e institucional para que não haja atrasos em pagamentos;
  16. gestão democrática e autônoma da educação e de suas instituições, reconhecidas sempre como espaços de liberdade e de pensamento crítico, de toda a comunidade (profissionais da educação, de estudantes, de famílias, movimentos sociais), bem como pela valorização dos projetos político-pedagógicos de cada instituição educacional e da necessária relação currículo-docência, que deve sempre afirmar a natureza e o caráter público, gratuito, laico, inclusivo e democrático na escola pública, priorizando, notadamente, o diálogo com as entidades dos/as trabalhadores(as)/profissionais da educação, estudantis, sociais e colegiados das instituições de educação superior;
  17. gestão democrática da educação nacional, via eleições diretas para dirigentes, em todos os níveis, com decidido fortalecimento de órgãos e processos colegiados inerentes à proposição de políticas e ao controle social da educação, em todas as estruturas educacionais, sempre com efetiva participação cidadã da sociedade civil;
  18. expansão e fortalecimento da Universidade Pública e institutos públicos de educação, com gestão pública, popular gratuita, laica, inclusiva, democrática, de qualidade socialmente referenciada;
  19. retomada do processo de expansão e de interiorização da educação superior pública e de qualidade em nosso país, com consolidação de Políticas Afirmativas e de Assistência Estudantil, com recortes étnico-raciais e sociais;
  20. valorização e garantia de financiamento adequado para a pesquisa, a ciência, tecnologia e a produção do conhecimento;
  21. expansão dos cursos de formação de professores em universidades públicas e institutos federais de educação, ciência e tecnologia, com garantia de autonomia para a elaboração de seus projetos formativos, reafirmando a necessidade da implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial em Nível Superior e para a Formação Continuada (Resolução CNE CP 02/2015);
  22. eliminação da pobreza, da miséria, do racismo, do sexismo, da LGBTQIA+fobia, da xenofobia, do capacitismo e todo e qualquer tipo de discriminação, preconceito, violência, intolerância e violação de direitos que devem ser entendidos/as como injustiças sociais a serem superadas, com políticas de Estado e com a afirmação do papel da sociedade civil e da justiça civil em uma perspectiva inclusiva e democrática como fundamental para a resolução da tensão entre diversidade e desigualdade;
  23. retomada, continuidade, ampliação e fortalecimento de todas as ações, programas e políticas de inclusão, anteriores ao golpe de 2016, que digam respeito às especificidades da educação do e no campo, educação quilombola, educação especial em uma perspectiva inclusiva, educação escolar indígena, educação de pessoas em situação de itinerância, educação de jovens, adultos e idosos, educação de pessoas LGBTQIA+ e educação nas prisões e educação para adolescentes em (ou com) medidas socioeducativas, entre outras, com políticas afirmativas que elevem a condição cidadã desses brasileiros e brasileiras, historicamente marginalizados e cerceados de exercer seu direito constitucional à educação;
  24. efetivação de políticas educacionais voltadas aos estudantes frente à situação de evasão e abandono crescente, inclusive por aquelas agravadas pelas consequências da Covid-19, e todas as demais decorrentes da ausência de recursos materiais, técnicos e pedagógicos adequados;
  25. universalização do direito das crianças pequenas à educação infantil (creches e pré-escolas);
  26. efetiva implementação de leis que representam avanços civilizatórios nas lutas pelos direitos humanos e afirmação das diversidades, tais como as leis que tratam da história e cultura afro-brasileira e indígena e que regulamentam o uso do nome social e o reconhecimento das identidades de gênero de pessoas travestis ou transexuais, entre outras, que precisam ser afirmadas e valorizadas;
  27. defesa da educação integral, com gestão democrática e inclusão social, assegurando condições de trabalho, valorização profissional e respeito à diversidade, com vistas à formação integral do educando, dando-lhe acesso ao conjunto dos saberes e conhecimentos científicos historicamente produzidos;
  28. defesa de educação profissional, tecnológica, politécnica e integrada, comprometida com o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para a cidadania e tendo o trabalho como princípio educativo;
  29. revogação da “Base Nacional Comum Curricular”, e da “Reforma do Ensino Médio”, bem como dos currículos dos entes subnacionais dela decorrentes;
  30. revogação da atual política nacional de alfabetização e seus desdobramentos;
  31. revogação das Diretrizes Nacionais para a Formação Inicial de Professores (Resolução CNE/CP Nº 2, de 20 de dezembro de 2019) e das Diretrizes Curriculares Nacionais para Formação Continuada (Resolução CNE/CP Nº 1, de 27 de outubro de 2020), que estreitam a formação e a tornam tecnicista, desvalorizando os/as profissionais da educação e promovendo o avanço privatista sobre a educação;

 

De igual modo, para avançarmos em tais agendas, propositivas e afirmativas, para a transformação da educação brasileira e para a expansão de direitos sociais e educacionais, precisaremos nos manter firmes e mobilizados:

 

  1. contra todas as formas de desqualificação da educação e de financeirização, privatização, terceirização e transferência de responsabilidades do Estado na educação à iniciativa privada (em todos os níveis, etapas e modalidades), e contra todos os ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários de seus profissionais;
  2. contra as iniciativas de privatização da educação pública (via organizações sociais na educação, parcerias público-privadas, entre outras), de institucionalização da educação domiciliar, de militarização das escolas, de promoção da intolerância religiosa; contra a naturalização de grupos fascistas e movimentos conservadores como “Escola Sem Partido” e suas correlatas, como as “Leis da Mordaça”;
  3. contra os cortes orçamentários, os contingenciamentos, os bloqueios e o sucateamento das instituições da educação básica, das universidades e dos institutos de educação, ciência e tecnologia, e contra quaisquer ataques do Poder Político e do Poder Judiciário em relação à autonomia universitária e à escolha dos seus dirigentes;

 

Precisamos reafirmar que a retomada do Estado Democrático de Direito exige, mais do que nunca, que seja assegurado o processo democrático, inclusive o resultado eleitoral, em todos os níveis, conquista fundamental da nossa sociedade, fruto de muitas lutas ao longo das últimas décadas.

 

Ratificamos nossa luta pela retomada democrática do Fórum Nacional de Educação (FNE) e das Conferências Nacionais de Educação nos moldes no Plano Nacional de Educação.

 

Portanto, com a centralidade da plataforma acima assinalada, fruto dos nossos acúmulos históricos, propomos apresentar, no dia 15 de Agosto, a “Carta Aberta do FNPE: em orientação ao voto, pela Educação, pelo Brasil” junto com um calendário de Lutas e Conquistas pela educação e pelo Brasil:

 

15 de agosto: Consolidação do Documento Final aprovado na Conape 2022, com as contribuições de nossas plenárias

 

15 de agosto: Divulgação da Carta Aberta do FNPE, de orientação ao voto pela educação, pelo Brasil, com diretrizes para a ampliação e consolidação da bancada da educação em todas as esferas de governo

 

16 de agosto a 16 de setembro: Movimento “Educação com Lula”

 

16 de agosto a 30 de setembro: Campanha do FNPE, em busca de votos pela Educação e pelo Brasil

 

17 de setembro, 15h: Pleno do FNPE para avaliação da Conape 2022 com a presença da Coordenação dos Fóruns de Educação, no Recife-PE

 

19 de setembro, 9h: Plenária Mundial Popular de Educação no Centenário de Paulo Freire

 

 Com tal plataforma e calendário urgente de lutas, ratificamos que a educação nacional pública (com gestão pública, gratuita, laica, inclusiva, democrática e de qualidade social) é o sustentáculo das sociedades democráticas e soberanas. Assim, não poderemos permitir a apropriação do fundo público pelo que capital em detrimento dos serviços públicos de qualidade de que a imensa maioria do povo brasileiro necessita e que, com os últimos governos e suas iniciativas, vêm sendo destruídos.

 

Ratificamos, decididamente, a defesa do Estado democrático de direito em sintonia com respaldo da Constituição Federal de 1988, do PNE de 2014, CONAPE 2018 e 2022, na consolidação de um projeto soberano de Estado que garanta uma educação nacional, pública e de gestão pública, gratuita, inclusiva, laica, democrática e de qualidade social para todas, todos e todes.

 

 

 

Natal, Rio Grande do Norte, 17 de julho de 2022

 

 

PLENÁRIA FINAL DA CONFERÊNCIA NACIONAL POPULAR DE EDUCAÇÃO (CONAPE 2022)

 

FÓRUM NACIONAL POPULAR DE EDUCAÇÃO

 

 

Educação pública e popular se constrói com democracia e participação social: nenhum direito a menos e em defesa do legado de Paulo Freire

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CONAPE 2022 encerra com a aprovação da Carta de Natal em defesa do estado democrático de direito e da educação pública de qualidade social

Inspirada no legado do educador Paulo Freire (1921-2021), a segunda edição da Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE 2022) encerrou no domingo, 17, com a aprovação da Carta de Natal, aclamada por uma multidão, no Centro Convenções da capital potiguar do Rio Grande do Norte. Foram três dias intensos de atividades, que iniciaram na sexta-feira, 15 de julho, com uma marcha que reuniu cerca de 5 mil pessoas em defesa da educação pública e no sábado e domingo, as plenárias. Entre o público, estava a delegação do Rio Grande do Sul, formada pelas entidades ADUFRGS-Sindical, CPERS, SINPRO RS, UNCME RS, IFRS, UFPel, FGEI, SINDSERV CX, POVOS CIGANOS E ITINERANTES, ANFOPE RS, UFRGS FACED, ASSERS, AOERGS, FEJARS e CUT RS.

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PROIFES coordena apresentação de trabalhos acadêmicos sobre financiamento da educação

Na noite de sábado, 16, a ADUFRGS-Sindical representou o PROIFES-Federação, na coordenação da mesa de apresentação de trabalhos acadêmicos que compõe a Conferência Nacional Popular de Educação CONAPE-2022, realizada no Centro de Convenções de Natal/RN.

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ADUFRGS-Sindical e mais 15 entidades do RS acompanham os debates do segundo dia da CONAPE 2022

A ADUFRGS-Sindical marcou presença na Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE 2022), durante um dia intenso de debates, no sábado, 16, em Natal/RN. O evento, que homenageia o centenário do educador Paulo Feire (1921-2021), encerra neste domingo, 17. Participam da CONAPE 2022: O presidente da ADUFRGS-Sindical, Lúcio Vieira; diretora de Comunicação do sindicato, Sônia Mara Ogiba, que representa o PROIFES-Federação na Coordenação Executiva do Fórum Nacional de Educação (FNPE), organizador da Conferência; a diretora de Secretaria, Luciana Boose Pinheiro; o diretor de Assuntos Sindicais, Jairo Bolter; o diretor Tesoureiro, Eduardo Rolim; a vice-presidente do Conselho de Representantes, Ana Boff; e os professores Roger Elias, Luiz Glock, Lúcio Hagemann e as professoras Daniela Fialho, Maria Cristina Martins e Regina Witt. 
O Rio Grande do Sul está representado na CONAPE 2022 por uma delegação formada pela ADUFRGS-Sindical e mais 15 entidades. 
 
O segundo dia da Conferência foi marcado pelo debate dos seis eixos, apresentação de trabalhos acadêmicos e atividades culturais. 

Eixo I - Décadas de lutas e conquistas sociais e políticas em xeque: o golpe, a pandemia e os retrocessos na agenda brasileira

Eixo II - PNE, Planos Decenais, SNE, Políticas Setoriais e Direito à Educação

Eixo III – Educação, Direitos Humanos e Diversidade: Justiça Social e Inclusão

Eixo IV – Valorização dos/as profissionais da Educação: formação, carreira, remuneração e condições de trabalho e saúde

Eixo V - Gestão democrática e financiamento da educação: participação, transparência e controle social

Eixo VI - Construção de um projeto de nação soberana e de estado democrático em defesa da democracia, da vida, dos direitos sociais, da educação e do PNE
 
 

Diretora da ADUFRGS fala sobre a participação da delegação do RS na CONAPE 2022

Neste vídeo, a professora Sônia Mara Ogiba, da coordenação executiva do FNPE, que organiza a CONAPE 2022, destaca a participação da delegação do RS na Conferência, formada pela ADUFRGS-Sindical e mais 15 entidades. A professora também é diretora de Comunicação do sindicato.
 
#CONAPE2022

Professora Sônia Mara Ogiba comenta o Eixo IV da CONAPE 2022

O debate sobre o eixo IV que trata da valorização dos/as profissionais da Educação: formação, carreira, remuneração e condições de trabalho e saúde foi relevante durante a CONAPE 2022, neste sábado, 16, em Natal/RN.
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ADUFRGS-Sindical participa da marcha de abertura da CONAPE 2022

A delegação da ADUFRGS-Sindical intensificou a defesa da educação pública durante a marcha de abertura da Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE-2022), realizada na tarde de sexta-feira, 15, em Natal/RN, com a presença de mais de 5 mil pessoas. Participam da Conferência, que  segue até domingo, 17, no Centro de Convenções de Natal, a diretora de Comunicação do sindicato, Sônia Mara Ogiba, que representa o PROIFES-Federação na Coordenação Executiva do Fórum Nacional de Educação (FNPE), organizador da Conferência; o presidente da ADUFRGS-Sindical, Lúcio Vieira; a diretora de Secretaria, Luciana Boose Pinheiro; o diretor de Assuntos Sindicais, Jairo Bolter; o diretor Tesoureiro, Eduardo Rolim; a vice-presidente do Conselho de Representantes, Ana Boff; e os professores Roger Elias, Luiz Glock, Lúcio Hagemann e as professoras Daniela Fialho, Maria Cristina Martins e Regina Witt.

Veja como foi a marcha de abertura.

Nas ruas de Natal, mais 5 mil pessoas participam da marcha política e cultural de abertura da Conape 2022

Mais de 5 mil trabalhadoras e trabalhadores da educação de todo país ocuparam as ruas de Natal, nesta sexta-feira (15), na marcha política e cultural de abertura da segunda edição da Conferência Nacional Popular de Educação (Conape 2022). Com orquestra de Frevo e um grupo de Maracatu, a categoria caminhou quase 5 km pelo centro da capital do Rio Grande do Norte com gritos de guerra em defesa de uma educação pública, de qualidade, democrática e laica.

Organizada pelo Fórum Nacional Popular da Educação (FNPE), a II Conape tem como lema “Educação pública e popular se constrói com democracia e participação social: nenhum direito a menos e em defesa do legado de Paulo Freire”. Entre os temas que serão discutidos no evento está a educação pública, popular e gratuita e uma profunda reflexão sobre qual projeto de nação e projeto de educação que o país precisa.

O presidente interino da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Roberto Leão, defendeu uma educação inclusiva na quais questões raciais e de gênero têm que ser tratadas nas escolas e afirmou que essa grande passeata, que abre a conferência, é a prova que o povo brasileiro é capaz de organizar de maneira autônoma e independente o debate sobre um tema tão caro para toda sociedade.

“Este ato é resultado do esforço coletivo, de todos e todas que se interessam em discutir educação no nosso país, porque sabe que é fundamental para ter um país alegre e justo. Tenho certeza que vamos fazer grandes discussões sobre a escola pública que queremos na Conape e para que o sonho de Paulo freire se torne realidade: uma escola que liberte e não adestre”, afirmou Leão.

>> ACESSE A PROGRAMAÇÃO DA CONAPE

As (os) participantes da Conape se concentraram em frente ao Campus Natal-Central do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), no cruzamento das avenidas Salgado Filho e Nevaldo Rocha, e finalizaram depois de quase 5 km de caminhada, no ato político e cultural na Praça da Árvore, em Mirassol.

A secretária de combate ao racismo da CNTE, Ieda Leal, afirma que hoje os/as trabalhadores/as da educação estão mostrando para o povo brasileiro o quanto a educação e demais categorias têm força para lutar pela educação.

“Nós queremos nosso país de volta. Estamos aqui para trabalhar por uma educação pública de qualidade e a II Conape chega no momento importante para gente melhorar os rumos e os caminhos que a educação pública desse país tem que tomar. Temos aqui homens e mulheres, população LGBT, estudantes e defensores da educação para gente dizer que nós vamos nos organizar e lutar por uma educação para todas e todos”, disse ela, durante a marcha.

Segundo o professor Ariovaldo de Camargo, secretário de Administração e Finanças da CUT, a marcha, que não tem nenhum tipo financiamento, mostra a garra e a disposição dos profissionais de ensino que buscam uma educação pública, laica e de qualidade.

“Esta grande participação da categoria na marcha de abertura da Conape mostra uma perspectiva de construção de mudança radical na educação desse país, que vem sofrendo diversos ataques pelo atual governo. A construção da Conape vem sem nenhum tipo de financiamento, mas com muita garra e com muita disposição do conjunto de trabalhadores e trabalhadoras”.

Pela manhã, a categoria fez credenciamento e conheceu o espaço da Conape, o Centro de Convenções. A partir de sábado (16) começam os debates e atividades em torno da educação para todas e todos. O encontro, que encerra no domingo (17), também vai deliberar um documento final e moções e uma Carta-Manifesto da II Conape. Veja a programação completa aqui.

Marta Vanelli, secretária de formação da CNTE, reafirma os compromissos com a educação básica de qualidade. "Essa conferência popular, bancada pelas entidades da sociedade civil, tem uma importância muito grande e esperamos que a partir do próximo ano a gente recomece a construir as políticas públicas para melhorar a educação do nosso país".

Fonte: CNTE

Acompanhe todas as notícias sobre a ADUFRGS-Sindical na CONAPE 2022: https://adufrgs.org.br/conape2022 

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