Carreira Docente – Negociação 2016-2018

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A última parcela de reajuste salarial acordado em 2012, após intensas negociações, será paga a partir de março de 2015. Já é hora de começarmos a nos preparar para as negociações com o governo sobre salários e carreira para o triênio 2016-2018, previstas para começar em 2014.

Para abrir o debate com os professores, o Proifes-Federação elaborou uma sugestão que prevê ajustes na carreira e correções salariais a partir de janeiro de 2016.

Os ajustes são necessários para recuperar uma lógica na malha salarial, que existia no Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos (PUCRCE), de 1987, pois no acordo de 2012 as negociações se deram em função de um valor orçamentário previamente acordado. Com estes ajustes, o cálculo da malha salarial ficará reduzido a fixação de alguns parâmetros simples e básicos, tais como o piso, a relação percentual entre a Retribuição por Titulação (RT) e o Valor Básico (VB), e a relação percentual entre as remunerações das diversas classes e níveis.

Participe – em nossa página eletrônica a discussão está aberta. Acesse aqui, conheça a proposta e dê seu parecer logo abaixo.

ADUFRGS vai até você – reuniões presenciais sobre este documento e sugestões serão realizadas nos campi das IFES.

Proposta final da ADUFRGS-Sindical – A posição do Sindicato a ser enviada ao Proifes-Federação será definida em uma assembleia geral, seguida de consulta.

8 comentários:

  1. Estou de pleno acordo com o prof. Valério e acrescentaria ainda que estão nivelando por baixo a carreira de professores da Universidade, nós não temos mais uma carreira iniciando com auxiliar de ensino, nós não criamos mais equipe de trabalho formando os nossos futuros colegas e sim esperamos após um concurso pois, não sabemos quem vai ocupar a vaga existente. Agora o professor já entra na grande maioria como prof. Adjunto (já entra cacique) não existe mais índio, acabaram a hierarquia – Já pensaram um formigueiro ou um abelheiro ter muitas RAINHAS ?????????????? acabaria com a organização,um exercito ter mais de um comandante? É o que está acontecendo dentro da Universidade Federal muitos comandam e assim não leva a nada e o mais triste é que ninguém enxerga……….
    Estou de pleno acordo com o prof. Valério o professor titular concursado deveria ganhar muito mais que ganha e não adianta falar em reestruturação da carreira enquanto não mudar isso.
    Deveríamos discutir também a questão da RT (RETRIBUIÇÃO POR TITULAÇÃO) como está a, o título de doutor por exemplo de um prof. de 40horas vale bem menos do que o mesmo título em DE isso é um absurdo para mim, o básico em DE deveria ser maior e não a Retribuição por titulação (Estamos dentro de uma Universidade minha gente, ACORDEM) vamos lutar por isso também.

  2. Embora eu tenha manifestado meu apoio à proposta do Valério, acabei elaborando uma outra, que acho que é melhor que todas as anteriores.
    Está no link abaixo:
    https://drive.google.com/file/d/0B8_I8QA6wipOWUMwM2pzS09SWTQ/edit?usp=sharing
    Claudio Scherer

  3. Gostei muito da proposta do Valério e dou meu apoio. Quanto ao impacto financeiro, deixo que o governo o faça, uma vez que a proposta apresenta valores bem razoáveis.
    Claudio Scherer

  4. A proposta do PROIFES é interessante pelo restabelecimento de uma “malha” salarial, mas a tabela deve ser revisada nas duas pontas da carreira.

    A remuneração inicial de Adjunto A (Auxiliar 1 doutor) com DE deve ser maior do que a proposta pelo PROIFES. No acordo de 2012 foi uma das que teve menor reajuste. É importante mantermos a carreira nas IFES atrativa e competitiva.

    A desvalorização da classe de Titular fica evidente, com uma diferença entre Associado e Titular de apenas 10%, enquanto é proposta uma diferença de 30% entre Adjunto e Associado. Supõe-se que os requisitos para progressão de Associado a Titular serão mais exigentes do que de Adjunto para Associado (sem falar naqueles Titulares que entraram por concurso). Logo, a diferença salarial entre Associado 4 e Titular deve ser compatível com esse nível de exigência. Essa distorção já foi estabelecida no acordo de 2012, mas a tabela não tinha nenhuma lógica, enquanto que agora queremos estabelecer um padrão que será fixado.

    Submeto para discussão a seguinte proposta alternativa à proposta do PROIFES (ver planilha em http://ecoqua.ecologia.ufrgs.br/~vpillar/docs/PropostaAlternativa_VPillar_ReferenciaAdjuntoA.xlsx):

    1) Aumentar de 2% para 3% a diferença entre níveis na mesma classe, mantendo 10% entre as classes iniciais conforme a proposta do PROIFES, mas diminuindo para 15% entre Adjunto e Associado, e aumentando para 20% entre Associado e Titular. Além de refletir melhor as exigências para as progressões entre as classes mais elevadas na carreira, vai gerar um aumento inicial maior a cada progressão de nível, sem significativamente alterar no final a relação entre Associado 4 e Auxiliar 1, que ficaria em 1,76 (na proposta do PROIFES é 1,78). A relação entre Titular e Auxiliar 1 passaria de 1,96 para 2,12.

    (2) Aumentar gradualmente a relação percentual entre DE e 20h para 150%, sendo 110% já em 2016. Na proposta do PROIFES essa relação seria de 120% em 2018. A relação DE/20h já foi de 3,1 até meados da década de 1990. Portanto, a relação de 2,5 (150%) aqui proposta estará mais próxima da valorização da DE que tivemos em outros tempos. A consequência lógica dessa valorização da DE é que os reajustes para docentes 20h e 40h deverão ser menores do que para docentes DE.

    (3) Estabelecer como referência, para 2016, a remuneração de R$ 10000 para o Adjunto A (Auxiliar 1 com doutorado) com DE, o que significará um aumento de 16% em relação a 2015, na direção de uma remuneração inicial da carreira mais atrativa. Aplicando a relação entre DE e 20h acima, a remuneração de Auxiliar 1 graduado 20h será R$ 2164 em 2016 (um aumento de 7% em relação a 2015).

    (4) São mantidos os mesmos valores relativos para a RT da proposta do PROIFES.

    (5) A planilha aplicando esses critérios está disponível em http://ecoqua.ecologia.ufrgs.br/~vpillar/docs/PropostaAlternativa_VPillar_ReferenciaAdjuntoA.xlsx. A planilha mostra a malha salarial calculada para DE e 20h (falta para 40h), para os anos 2016 a 2018, comparando remunerações entre proposta alternativa e a do PROIFES. Os parâmetros usados estão marcados em amarelo e podem ser alterados. Se os parâmetros especificados forem idênticos aos do PROIFES (segunda coluna), os valores da tabela calculada conferem com os da proposta do PROIFES.

    (6) A malha salarial aplicando esses critérios foi construída usando como referência a remuneração de Adjunto A (Auxiliar 1 com doutorado) com DE, a partir da qual a remuneração de todas as demais células da planilha foram calculadas. Entretanto, o resultado não se alterará se a referência for o Auxiliar 1 graduado 20h, bastando inverter os parâmetros e refazer os cálculos. A razão para adotar como referência o Adjunto A com DE é a própria lei, que estabelece que o ingresso na carreira é como Adjunto A, sendo as demais titulações excepcionais, e o fato de 20h ser bem menos frequente que DE. Atualmente as IFES têm aproximadamente 85% docentes em DE, e 70% dos docentes são doutores. Portanto, é melhor discutir como referência da malha salarial a remuneração do Ajunto A com DE, que é a classe, nível e RT de ingresso da maioria dos docentes. Se ainda não é assim em algumas IFES, será em poucos anos. É este o “piso” que realmente conta na decisão de ingressar ou não na carreira docente.

    (7) É necessário avaliar o impacto dessa proposta na folha.

  5. Colegas: O Conselho Deliberativo do PROIFES-Federação, reunido em 23 e 24 de novembro passado, decidiu incluir correções na proposta de carreira 2016-2018. Essas correções, aprovadas por consenso, resumem-se a: elevação dos percentuais de reajuste, para compensar os aumentos de inflação, com previsão de revisão dos valores efetivos de inflação da época; e reajuste real para todos os regimes, em todos os 3 anos, com a apresentação das tabelas para os três regimes nos três anos. Portanto, essa passa a ser a versão de Proposta de Carreira do PROIFES-Federação para debate. Aguarda-se retorno das bases para que em nova reunião do CD se possa afinar a proposta para aprovação final e protocolo no governo. E é neste espaço que nós, filiados da ADufrgs-Sindical, temos a melhor oportunidade de lançar nossas contribuições, visando à melhor preparação possível para a Assembleia Geral em que decidiremos o que enviar ao CD do PROIFES como sugestões. O link abaixo remete à versão atual da proposta endossada pelo CD.
    https://drive.google.com/file/d/0B7Z7lT9Ut_qkN3hZdExsS05GeG8/edit?usp=sharing

  6. A minha proposta tem a ver com a valorização do Professor Titular, o que deve ser o reconhecimento do docente que chega ao topo da sua carreira. Considerando que um aumento superior a atual proposta de 10% entre Associado IV e titular, não pode ocorrer sem alterar os demais reajustes entre classes, então proponho que o aumento de Adjunto IV a Associado I seja de 25% para que assim o reajuste de Associado IV a Titular seja de 15%.

  7. Minha opinião é que, em relação aos graduados, seja lá em qual categoria for, os aumentos dos Aperfeiçoados devam ser de 10%, o dos Especializados devam ser de 20%, o dos Mestres devam ser de 40% e o dos Doutores devam ser de 80%. Tal discriminação pode ser entendida como “justa”, “correta”, “maravilhosa” ou como “injusta”, “arrogante” etc. Depende apenas das subjetividades individuais ou coletivas.
    Professores mais antigos não foram exacerbadamente compelidos a doutorarem-se, a mestrarem-se, a especializarem-se ou a aperfeiçoarem-se. (Quão mais antigos, menos compelidos.)
    Entretanto, mesmo sem serem possuidores de alguma dessas mui honrosas titulações, tais professores tiveram, e têm, em sua grande maioria, ministrado suas aulas com muito brilhantismo e com bastante galhardia, especialmente nas imprescindíveis disciplinas de Graduação, que algumas vezes sequer são mencionadas nas apoteoses da Academia.
    É até ofensivo mencionar que esta ou outra divisão das RTs não acrescem nem diminuem o “bolo destinado à educação”, pois trata-se apenas da divisão de um montante em partes desiguais, sejam quais forem.
    Por outro lado, concordo plenamente com o aumento de 2% em todas as progressões e os de 10% em todas as promoções. Quanto aos regimes, acho que as proporções de 20 horas para 40 horas para DE devam ser de 1 para 2 para 3 (apesar de ter escutado alguém falar em 3,1 ou em 3,14159…).
    Os números que sugiro são bastante simples, quase “naturais”, menos discriminatórios do que outros (portanto, menos teomaníacos)
    e “indubitavelmente lógicos”, permitindo aquilo que nosso brilhante Professor Paulo Machado Mors considerou relevante: a partir do salário mais básico obtém-se a tabela salarial completa apenas clicando um botão. Acrescento que, com os números aqui sugeridos,
    a tabela salarial completa pode ser obtida mesmo quando não houver luz elétrica, ou seja, com cérebro, lápis, papel e vela ou lampião.