PROIFES-Federação e ANDIFES exigem na Justiça que Ministro da Educação esclareça declarações contra Universidades Federais

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante apresentação do programa "Future-se".Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante apresentação do programa “Future-se”.Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

Polêmicas declarações foram proferidas em entrevista no dia 21 de novembro

O PROIFES-Federação e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) entraram na justiça contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para que o gestor preste esclarecimentos sobre as acusações que tem feito contra as universidades federais. As duas interpelações judiciais, protocoladas pelas entidades no final de novembro, apresentam teor semelhante. Elas requerem que Weintraub se retrate de suas declarações sobre plantação de maconha nas federais e produção de drogas em laboratório, ou apresente provas para embasar as afirmações. As declarações foram proferidas durante entrevista ao Jornal Cidade, publicada no dia 21 de novembro.

Veja a íntegra da interpelação do PROIFES-Federação

Veja a íntegra da interpelação da ANDIFES

Assim declarou o Ministro:
“Como você se livre dessa doutrinação? Eu acho que diminuindo o poder absoluto hegemônico que hoje tem nessas madrassas de doutrinação que são as Universidades Federais. Foi criado uma falácia que é que as universidades federais precisam ter autonomia. Justo. Autonomia de pesquisa, autonomia de ensino. Só que essa autonomia acabou se transfigurando em soberania. Então, o que você tem? Você tem plantações de maconha, mas não é três pés de maconha. Você tem plantações extensivas de maconha em algumas universidades, a ponto de ter borrifador de agrotóxico, porque orgânico é bom contra a soja para não ter agroindústria no brasil, mas a maconha deles eles querem tudo que a tecnologia tá a disposição. Ou coisas piores, né. Você pega laboratórios de química, uma faculdade de química não era um centro de doutrinação, desenvolvendo laboratório de droga sintética, de metanfetamina, porque a polícia não pode entrar nos campi, então o desafio é este, foi criado uma estrutura muito bem pensada durante muito tempo, e a verdade é que a gente aterrissou aqui há um ano, nem um ano ainda, e tamos começando a descobrir um monte de detalhes. Cada enxadada é uma minhoca, Camila.”



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