Unidade demonstra maturidade política, avalia presidente da ADUFRGS na posse da nova diretoria da UEE  

Vieira também defende a entrada de novos atores na luta em defesa da educação pública.

Desde que o governo federal anunciou o corte de 30% do orçamento das universidades e institutos federais, o movimento estudantil construiu grandiosos atos de rua. Foi neste cenário de resistência que tomou posse a nova diretoria da União Estadual dos Estudantes (UEE-RS), na última sexta, 27, na sede do Sintrajufe. A nova presidente da entidade, Gerusa Pena, explicou que os estudantes passaram por um processo longo de retomada da UEE que, por muito tempo, “ficou nas mãos de quem não construiu a luta política da educação”. Gerusa lembrou que foi através da UEE Livre, entidade paralela criada pelos estudantes, “que recuperamos a UEE. Este é um momento histórico para os estudantes gaúchos. Realizamos um Congresso no final de agosto, no qual conseguimos afirmar a importância de unificar o movimento estudantil em uma única chapa”.

Hoje, as principais bandeiras de mobilização da entidade são a defesa da universidade pública contra o programa Future-se e a retirada da isenção fiscal das instituições filantrópicas, que ameaça, diretamente, milhares de estudantes das universidades comunitárias.

Segundo Gerusa, o principal desafio dessa gestão é conseguir recuperar a representatividade institucional da UEE. O segundo desafio é travar a luta política contra os ataques do governo federal, principalmente na área da educação, que tem sido um dos seus alvos principais.

Maturidade política

O presidente da ADUFRGS-Sindical, Lúcio Vieira, e o diretor de assuntos jurídicos, Eduardo Silva, participaram da posse. Vieira destacou que a construção da unidade é um dos fatos políticos mais relevantes no momento em que vivemos. Na avaliação dele, a unificação demostra maturidade política, extremamente necessária nos dias atuais. “As políticas que estão sendo implementadas não são políticas de um governo democraticamente eleito, e precisam ser derrotadas, porque ofendem a cidadania e levam à destruição do bem público.” O programa Future-se, acrescentou, “é um plano de negócio elaborado pelas grandes empresas que exploram economicamente a educação. Falo desses conglomerados que têm mais de um milhão de alunos espalhados pelo Brasil, fazendo da educação um negócio. O que está em curso com o Future-se é a destruição plena da universidade pública brasileira e isso nos exige prontidão. Precisamos trazer para essa luta outros atores”.

Participaram da solenidade, também, representantes do CPERS, Sinpro-RS, Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, Sindicato dos Petroleiros do RS, Sindipolo, Sintrajufe-RS, CUT, CTB, CGTB, MPA, Via Campesina, UBM, DCE/UFRGS, entre outros.



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